BONAIRE: O PARAÍSO DOS MERGULHADORES NO CARIBE

Bonaire, um dos paraísos do Caribe (foto: Site Oficial)

O Caribe é o destino de milhares de pessoas de todo mundo que buscam desfrutar das belezas naturais de suas ilhas paradisíacas. É nesse oásis de tranquilidade e diversão que fica Bonaire, ilha localizada no mar das Caraíbas, ao largo da costa da Venezuela, cuja economia, para variar é essencialmente baseada no turismo subaquático. Lá, diversos resorts contam com uma verdadeira estrutura montada para atender mergulhadores de todos níveis de proficiência.

É, porém, comum encontrarmos por lá famílias e turistas mais velhos por um motivo bastante simples: suas águas límpidas e calmas garantem visibilidades de até 40 metros, dependendo do ponto escolhido em uma atividade que não exige tanta experiência dos mergulhadores.

São 86 pontos de mergulho no total, sendo 60 deles acessíveis pela costa. Quase todos são facilmente identificados por meio de uma pedra amarela com o nome do ponto de mergulho. Neles, os turistas podem vislumbrar várias das 470 espécies de peixes nos recifes de corais, algo que faz de Bonaire um dos principais destinos do Caribe para fotos-sub.

Para entender um pouco melhor as delícias desse verdadeiro paraíso, conversamos durante o PADI Dive Festival 2017 com Augusto Montbrun, gerente de operações da Buddy Dive, uma das principais operadoras da ilha.

O mercado de turismo em Bonaire

Em geral, o mercado de mergulho a nível internacional vem se mantendo estável há muitos anos, principalmente na ilha de Bonaire.  É uma atividade muito forte principalmente nos Estados Unidos – posso dizer que pelo menos 70% dos mergulhadores que vêm a Bonaire são americanos. Depois, vêm os europeus e em seguida os sul-americanos.

Na América do Sul, o mergulhador mais comum que encontramos por aqui é o brasileiro, seguido por colombianos, argentinos e venezuelanos. Mas o Brasil é o principal. É curioso notar que o brasileiro que chega até nós é jovem se comparados aos mergulhadores de outros lugares por diversas razões, mas talvez porque os “gringos” esperaram muito tempo para começar ou são os únicos que têm poder aquisitivo para fazer mergulho.

Augusto Montbrun, gerente de operações da Buddy Dive (foto: Ocean Eyes Productions)

Bonaire e os brasileiros

O Brasil é um país distinto e por isso apostamos mais neste mercado, pois é composto por jovens. O brasileiro gosta muito de viajar, de se divertir, desfrutar do mergulho e, por essa razão, são bem vindos à ilha de Bonaire. É uma nova geração. E existe sempre este temor quanto à renovação, já que a grande maioria de mergulhadores que vêm à ilha são ‘sêniores’, que a cada ano estão mais velhos e vão deixando de vir. Por isso nem sempre há uma estabilidade na renovação do público.

“O Brasil é um país distinto, pois é composto de jovens. É uma nova geração de mergulhadores”

A infraestrutura

Na ilha de Bonaire temos um nível muito alto de prestação de serviços e, por isso, não grandes desafios para ser sincero, pois temos equipe, alta tecnologia e toda estrutura para fazer mergulho. O desafio maior, creio eu, é a conexão aérea para as pessoas que vêm para cá, pois, uma vez que já estão na ilha, temos tudo que o mergulhador precisa, desde os apetrechos para o mergulho recreacional até o mergulho mais técnico: embarcações, cilindros, as instalações são top, mas a limitação que sempre teremos é como chegar à ilha. Os brasileiros, por exemplo, precisam chegar por aqui via Colômbia e Panamá para depois irem a Curaçao e, aí sim, chegar a Bonaire.

A recuperação econômica do turismo subaquático brasileiro

Há no Brasil uma um grande contingente de pessoas que vêm a Bonaire para mergulhar. Neste ano e no ano passado, porém, caiu bastante este movimento por conta da situação econômica do país, que afetou muito o poder aquisitivo das pessoas. Só agora, no último trimestre, as pessoas voltaram a viajar ao exterior.

“Se as pessoas não têm meu cartão de visitas, muitas vezes não sabem onde mergulhar em Bonaire. Com o ScubiBlue, eles mesmos podem buscar as informações e pacotes que desejam”

Atualmente, pelo que venho conversando com as operadoras do Brasil, suas limitações são sobretudo econômicas, – o dólar, o câmbio, que estão sempre oscilando. Se hoje uma passagem a Bonaire custa, por exemplo, R$ 1500, amanhã pode custar R$ 2000. Isso limita muito as operadoras na hora de vender seus pacotes. Por isso, do ano passado para cá, as empresas têm se limitado a vender turismo nacional. É o que mais limita, porque, de resto, vocês conhecem o destino, conhecem Bonaire, conhecem melhor os produtos se compararmos a outros destinos e a quantidade de dinheiro que pagam em comparação ao que recebem está muito equilibrada.

A ScubiBlue e Bonaire

Acho que a ScubiBlue pode ajudar muito mergulhador, pois muitas vezes é muito difícil saber como fazer, quem procurar, quanto pagar, quando viajar. Veja, muitas vezes, se a pessoa não conhece aqui o Augusto e tem seu cartão de visitas, não sabe como fazer para chegar aos pontos que deseja em Bonaire. Com o ScubiBlue, eles mesmo podem buscar as informações e pacotes. Esperamos, em breve, poder oferecer grandes oportunidades aos brasileiros via essa plataforma.

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